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Obesidade, diabetes e curva glicêmica

Tal como ocorre nos seres humanos, a incidência de diabetes mellitus e obesidade em animais de estimação vêm aumentando devido à administração excessiva de calorias e mudança significativa no estilo de vida que, ao longo dos anos, foram registrados em populações de cães e gatos. Muitas empresas produzem dietas especialmente formuladas para o tratamento de desordens metabólicas e/ou estados patológicos, mas pouco é feito para prevenir doenças.
O carboidrato é a principal fonte de energia para a maioria das funções do organismo. É um componente indispensável nos alimentos completos destinados aos animais de companhia. Sua inclusão na formulação de produtos úmidos e secos varia em 30 a 60% respectivamente. O principal carboidrato presente nos alimentos é o amido, um polissacarídeo composto de amilase e amilopectina. As principais fontes de amido são os cereais, tais como arroz, milho, cevada, trigo, aveia e alguns tubérculos, como a batata e a mandioca. Os mamíferos monogástricos como o homem, o cão e o gato não são capazes de digerir o amido cru. Desta forma, para ser bem aproveitado este componente necessita sofrer tratamento térmico antes de ser adicionada a dieta. Nos mamíferos, na digestão do amido são utilizadas essencialmente duas amilases, aptialina, de origem salivar, praticamente ausente nos carnívoros domésticos, e a amilase pancreática. A digestibilidade do amido em cães varia de 40 a 90%. Essa grande variação se da devido a vários fatores intrínsecos e extrinsecos do animal. Tem sido proposta uma classificação do amido conforme sua velocidade de digestão (rápida e lenta) e amido resistente. Neste ultimo, ele não sofre digestão no intestino delgado e poderá ser fermentado no intestino grosso. O amido e o nutriente que mais interfere na velocidade e intensidade na resposta glicêmica e insulina pós-prandial.
Outros nutrientes que afetam a resposta pós-prandial são as proteínas e fibras alimentares. Parece ser relevante a relação proteína/carboidrato na dieta. De fato a utilização de dietas de baixa caloria e de alto teor de proteína induzem um aumento da gliconeogênese hepática, que permite a conversão de proteínas em glicose. Esta mudança de metabolismo conduz a redução dos níveis de glicose no sangue.  A fibra dietética desempenha um papel importante na determinação da velocidade do trânsito digestório, do volume fecal, da sensação de saciedade e na produção de ácidos graxos de cadeia curta e, conseqüentemente, dos níveis sanguíneos de glicose, insulina e colesterol. Em particular, a utilização de fibra solúvel, modifica a viscosidade do bolo alimentar, retarda o transito ao longo do trato digestório o que limita a resposta glicêmica pós-prandial.
Levando-se em conta que algumas condições fisiológicas (idade, gravidez), extra-fisiológicas (estresse), e patológicas (inflamação, processos neoplásicos e endocrinopatias) alteram o controle da glicemia, é recomendável o uso de dietas que possam minimizar e prolongar a resposta glicêmica pós-prandial.  
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